Paralisação: 34 hospitais aderiram

Pelo menos 34 hospitais/instituições de São Paulo aderiram de alguma forma à Paralisação Nacional dos Médicos Residentes no dia 24 de agosto, sendo 19 na Grande São Paulo e 15 no interior. O número total de residentes chega perto de 6.000, considerando o total de cada instituição:

USP São Paulo (938 residentes), Unifesp/Escola Paulista de Medicina (552), USP Ribeirão Preto (495), Santa Casa de São Paulo (472), Unicamp (463), UNESP Botucatu (331), Hospital do Servidor Público Estadual (314), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (250), Faculdade de Medicina do ABC (243), Santa Marcelina (225), PUC Campinas (126), Hospital Heliópolis (125), PUC Sorocaba (113), Faculdade de Medicina de Marília (108), Universidade de Santo Amaro (98), Hospital Ipiranga (91), Hospital Mário Gatti - Campinas (74), Dante Pazzanese (68), Hospital A. C. Camargo (67), Hospital do Tatuapé (67), Hospital Guilherme Álvaro - Santos (65), Emílio Ribas (64), Complexo Hospitalar do Mandaqui (60), Universidade de Taubaté (57), Unoeste - Presidente Prudente (54), Faculdade de Medicina de Catanduva (52), Santa Casa de Limeira (41), Hospital do Campo Limpo (40), Hospital Cachoeirinha (30), Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros (27), Pérola Byington (20), UNAERP - Ribeirão Preto (16), Hospital Israelita Albert Einstein (6), Cândido Ferreira - Campinas (5).

A Paralisação, convocada em nível nacional apenas para tratar do reajuste da bolsa, teve em São Paulo uma pauta mais ampla de reivindicações:

Reajuste da Bolsa sem Redução de Vagas

Condições Dignas de Trabalho, Aprendizado e Vida

Reestruturação dos Órgãos de Regulamentação

Política de Estado para Especialização Médica

Na maior parte das instituições não houve qualquer problema, mas já temos notícias de ameaças e retaliações em algumas. Nesses casos, orientamos que entrem em contato com a AMERESP, que dará auxílio e os encaminhamentos cabíveis. Lembramos que foram seguidas todas as formalidades necessárias nesse tipo de paralisação, e que o CREMESP respondeu com um documento que pode ser apresentado se for o caso.

Na capital houve um ato conjunto na Avenida Doutor Enéas de Carvalho Aguiar, onde ficam a Secretaria de Estado da Saúde e o Hospital das Clínicas da FMUSP. Representantes da AMERESP e de 14 hospitais foram recebidos pelo Dr. Paulo Seixas, Coordenador de Recursos Humanos da Secretaria. Foi entregue a ele uma Carta Aberta com o posicionamento da AMERESP a respeito das questões que envolvem a SES-SP, em especial o financiamento da Residência Médica. Já está marcada uma reunião da AMERESP com o próprio Secretário de Saúde (Dr. Luiz Roberto Barradas Barata) para esta segunda-feira, dia 28 de agosto.

Também foi entregue uma Carta Aberta à Comissão Estadual de Residência Médica, tratando das demais questões pautadas pelo movimento, durante manifestação conjunta dos residentes da Unifesp e do Hospital do Servidor Público Estadual, pela manhã. Os assuntos constantes da Carta deverão ser tratados na próxima reunião da Comissão, marcada para o dia 02 de setembro.

Com relação ao reajuste da bolsa, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde anunciaram um Anteprojeto de Lei prevendo reajuste de 30% a partir de janeiro/2007, com prazo de adaptação até julho/2007 para os governos estaduais e municipais adequarem o valor pago! Por conta disso, existe a possibilidade de ser deflagrada uma Paralisação mais longa ou mesmo uma Greve Nacional em breve.

No próximo final de semana (dias 02 e 03 de setembro) será realizada uma Reunião dos Órgãos de Direção da ANMR em Belo Horizonte, com a pauta “Greve Nacional”; pedimos aos residentes de São Paulo que tenham interesse em participar que procurem a AMERESP.

Para maiores informações, sugerimos visitar diariamente este site (www.ameresp.org.br) ou entrar em contato: (11) 5908-5634 - ameresp@gmail.com. Também recomendamos aos médicos residentes que se inscrevam no grupo da AMERESP no Yahoo (ameresp-residentes).

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