AMERESP é recebida na SES-SP

Apesar de ter sido solicitada e agendada reunião com o Dr. Luiz Roberto Barradas Barata, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, os diretores da AMERESP Helena Lemos Petta, Adriano Massuda e Fábio Petto foram recebidos pelo Coordenador de Recursos Humanos da SES-SP, Dr. Paulo Seixas e pela responsável pela Residência Médica, Dra. Irene Abramovich.

Segundo o Coordenador, é ele o responsável por fazer a interlocução dos residentes com o Secretário; disse que seria interessante não queimar etapas no processo de negociação. Os diretores da AMERESP manisfestaram profundo desagrado com essa posição, visto que o objetivo da reunião era saber a posição da SES-SP sobre o reajuste da bolsa e as demais reivindicações encaminhadas pela AMERESP no dia 24 de agosto. Para tanto, seria preciso uma resposta sobre o Financiamento da Residência Médica no Estado e essa é uma decisão que está no âmbito do Secretário.

Sobre o reajuste, Seixas disse que a posição da SES-SP seria a tomada pelo CONASS - Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde, em reunião a ser realizada nesta semana. Indagado sobre a posição que seria levada por São Paulo para o CONASS, respondeu que em razão das Secretarias serem as maiores financiadoras de bolsas no país, espera-se uma contrapartida do Ministério da Saúde para dar o reajuste.

Sobre as demais reivindicações, Paulo Seixas manifestou que é uma necessidade discutir políticas para especialização, prinicipalmente por que hoje as Secretarias de Saúde não participam da Comissão Nacional de Residência Médica, órgão máximo deliberativo sobre políticas para a Residência Médica no país.

A resposta da AMERESP foi que políticas para especialização, mudanças na composição e funcionamento do sistema que regulamenta a Residência estão entre as reivindicações. No entanto, não podemos esperar isso acontecer para que o reajuste da bolsa seja dado. É um direito e uma necessidade dos residentes.

Deixamos claro que a paralisação do dia 24 foi o começo. Novas mobilizações serão agendadas e não descartamos a possibilidade de adesão a uma Greve Nacional se as reivindicações não forem atendidas. Por fim, manifestamos que só aceitaremos nova conversa com a Secretaria na presença do Secretário.

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